sexta-feira, 24 de setembro de 2010

?

Sente-se, alimente-se, contente-se.

 Não!

 Insatisfeito sigo, me reinvento, me desligo, reato-se, torno-me o retorno, em direção ao que não fui.

 Sou fluxo e não clássico.

 O romance nunca acaba, sempre haverá espinhos para mostrar dor aos que querem apenas a beleza.

 Eis-me aqui pronto pra te ferir

 Fora da Jangada da Medusa eu te vi, te vi daqui.

 Venha e afunde, daí iremos mergulhar nas fontes de realidade, nos campos e nas cidades, nosso pequeno medo, o saber que traz a dor em preto e branco ou em cor.

 Nada dói mais que  desistir, sou romântico no sentido certo, o sentido que eu decidi .

 Siga, alimentado, enfrente.

 Sim!

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Ideologia e Idéia Lógica

A ideologia parece algo maior que o próprio ego
Parece que somos capazes de tudo.
Até mesmo de viver de nossa própria ideologia.


O problema é que não aprendi a viver de minha ideologia, não consigo explorá-la.
Assim sigo, mas acho que menos ideológico e mais conformado, mais natural, não sou super-herói afinal, sou apenas marginal.



Preciso de um salário fixo, pensão não paga, é pra cadeia porta de entrada, essa é a parada...

domingo, 9 de maio de 2010

Chuvas

Por ruas e outras sendas do Rio de Janeiro
Chuvas alagam até mesmo as almas mais secas

Minha alma já tão alagada de lágrimas
Se inunda, agora por inteiro

Dia das mães, todo dia é, mas se chove e tenho dor na base de minha coluna
Ah, aí é que não consigo me conter, pois em meio a dor minha memória lampeja

Quantos sonhos mãe, mãe em meus sonhos, sento e sonho, um dia fui seu sonho, agora só te vejo em meus
Queria que estivesse aqui para tentar realizar aqueles tantos outros seus

Seguem os sonhos, até os que não querem seguir, mas cansam os que deles não conseguem sair
Tenho uma alma dura, não sofro tanto, mas não sou tonto, entristeço quando a casa goteja

Chuvas não me desfazem, mas lavado ou não, meu negativo terá nova impressão
Quando a luz hoje novamente apagar, espero mais sonhos encontrar

Minha força vem da dor, minha força ganha a do Leão
Sou carneiro pronto pra nova cabeçada dar...
...chovendo ou não.

domingo, 14 de março de 2010

Ah nossas sensibilidades...

Cada pessoa carrega suas verdades, relação é muitas vezes confronto, muitas vezes é união.
Ser um é ser muitos, ser dois é ser pouco, posto que estamos sempre na busca de nós mesmos.
Temos o ser a flor da pele, mas tantos outros não, escondem o que pensam, o que sentem, não fluem e assim não deixam fluir.
Minhas memórias não me deixam apagar, minhas projeções me fazem ascender, acender, sou luz também...

Quando quero posso, quando não quero também, mas opto pelo que meu ser de melhor tem, ao menos no meu conceito e não no mais aceito.
Comporto-me com ação, crítica, reflexão e reação.
Humanizo-me.
Endeuzo-me.
Satanizo-me.
Vivo, não escondo-me, porém a ditadura da maioria é a mais devastadora, pois passar por cima dos que não compartilham das mesmas idéias, isso é mau, ou não?

Ela é como o vento, eu como fogo, não me apago, me espalho.

Sonhos não são maiores que a realidade, eles são a realidade, ao menos dos que desejam com vontade, sabedoria e força.

Os códigos nada são, se não forem partilhados por um entendimento similar, somos tão particulares e ao mesmo tempo tão comuns...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

MIX




Andei por muitas quebradas, muitas tretas rolaram, mas estou passeando por aí, na paz.
Nunca pensei em fugir, mas sempre gostei de minha realidade sair, um pouco apenas.

A volta é sempre feliz, mesmo que por um triz, elaborados estudos ou simples sorte?  O que te satisfaz?
Um mix, isso sei que fiz, pois é isso o que me faz, feliz, mais, ah minhas simples antenas, na Maré ou em Atenas.

Me faz sonhar, ser informal, não compartilhar do precioso mal, usá-lo, em nome do que quero, creio, anseio.
Eis minha vitória, crer que todo espírito é santo, que posso tudo, e mesmo estando, não me perco no meio.

Atravesso as portas que me atinham o mover, crio santas novas para meu pré ver, sem cruz, sem vestes...
...o corpo e alma nús. Aceita JewSUS, eu não, quando estou doente me curo, tento ser igual ao Nazareno.

Isso, um tanto quanto obscuro? Ah...minha poesia é minha alma, já viu sua alma, ela existe?
Quanto nessa vida já tomou de veneno?
Ainda tem luz?

Revolucionário, nas palavras e atos, criar o milagre, ser o milagre, ser vinho sem ter medo de um dia virar vinagre.

Logo, ai, ai, ai, ai, em cima, em baixo, puxa e vai, pois batatinha, não tem mais, porque quando nasce se esparrama pelo chão, não tem pai ou mãe, nada carrega no bolso e muito ódio traz no coração.

Quem não terá medo de lhe mostrar uma solução? De lhe dar amor? Esse é nosso fim, esse deve ser nosso meio, com cor, textura na luz e na sombra, maior profundidade de campo e com isso mais foco, levar amor, carinho e oportunidades, para as flores novas brotarem e novos frutos gerarem.

Escrever com a luz, isso seduz, ilumina, faz de mim um ser de minha própria sina, de minha própria luz, ser, ver, mostrar, mudar? Depende.

Se bah eu broto aê, é noise. Uh, se vê, andar aê. Passado, presenteie-se para o futuro.
Maduro? Não quero cair do pé, já é?
Pocou!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Minhas Visões

Tenho visões estranhas, pessoas que nunca moraram, nunca pagaram, mas que querem ter o direito expresso pelo papel.

Essas pessoas que vejo, já têm suas casas, seus filhos criados e nem de longe precisam do que querem pegar, mas pegam e as leis estão a lhes apoiar.

Visões não param de minha vista ocupar, estão em todo lugar, me encanto com muitas, mas algumas me fazem vomitar, não posso aceitar tanta ganância a me rodear.

Já estive em crise, meus pais também, por essa mesquinharia, eles cansaram e foram, mas eu, cá estou e continuarei do ponto em que eles me deixaram, o fluxo continuou.

Sou Áries, sou Sagitário, sou Sub-urbano, sou Favela, sou Guerreiro que luta usando a Mente como arma, não é fácil derrubar quem nunca teve medo de perder ou ganhar e sabe que viver é lutar.

Continua... 

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novos sentidos



Novas cores ao outrora embotado, sentidos, ver é o que me trouxe ao seu lado.

Não, foi seu cheiro de alma fresca, limpa, lavada, pele linda e suada, aroma de terra molhada, adoro, chuva a ser precipitada.

Não, foi o som da sua voz, que pra mim soa a mais melodiosa.

Não, foi quando senti que você era nós, eu era nós, pois esse nós seria mais e melhor, agora é, nós, é nós, esses não quero desatar, quero sim mais e mais me amarrar, amar, assim seja, assim será.

Sim, foi tudo isso e muito mais, não sei explicar, não posso expressar, mas estou adorando sentir, me faz existir, com prazer e sem pesar, minha alma e corpo agradecem, minha mente se refaz e foge de Alcatraz., caio nesse imenso amor, nesse sonho sem dor, novo tudo se faz.

Agora.

Novos sentidos para almas guerreiras, novos sonhos, transpondo velhas barreiras, lado a lado nessas cotidianas trincheiras, dessa guerra diária, onde do pó ao pó, eu parei, nessa realidade linda e nova me apeguei, novamente na beleza da humanidade acreditei...

 ...agora sei, que não importa o quanto já amei, sim o quanto ainda amo e amarei.

terça-feira, 6 de outubro de 2009



Sentidos


Nos sonhos sinto, na realidade não omito, meu desejo sempre forte, confronto interno quando não posso desejar o que realmente quero, até poderia, mas sem nexo que sentido faria. Sentido faz.

Nova janela se abre, um sorriso lindo, olhar infantil, o desejo desperta no peito febril, não omito, nunca omiti, o que sinto, sinto mesmo, assim é meu desejo. Se desejo, desejo mesmo.

Posso e quero, assumo o que desejo, naquele momento um beijo, no outro mais e mais perto estar, estranho isso que denominam amar, o amor sempre está dentro de nós, assim como quase tudo que precisamos. Dentro está.

Nos querem mostrar que devemos guardar, percebo que devemos libertar os sentimentos, as palavras e tudo mais que possamos compartilhar. Libertar.

Exemplo disso, a concentração de riquezas é o que gera a pobreza, a retenção de amor, carinho, de afetos em geral, é o que gera essa imensa violência, essa banalização da vida, algo que não posso considerar natural, não quando podemos fazer uma opção mais racional e ao mesmo tempo sentimental. O sentimental...

Me sinto mais natural...quando somos sentidos e conseguimos sentir. Sensibilidade é perfeição.

Sentidos...

terça-feira, 29 de setembro de 2009



Cultura da Violência


O problema não é ser pobre, nem rico, nem classe média, o problema é a cultura da violência.

A TV coloca violência dentro da cabeça dos que a vêem, isso é algo que não passa lá.

Os filmes explodem, explodem violência, sexo, drogas e depois a culpa é da favela, do pobre, enfim a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

O preconceito e a outras alienações são propagadas por novelas e outros programas idiotizadores, assim é é há muito tempo.

Nesse meio, no fogo cruzado estamos nós, pobres, ricos, classe média, enfim.

Outros que não estão por aqui lucram e muito, com armas para o tráfico, para a polícia e para o exército, além das armas para os civis, também existem a empresas de segurança e os equipamentos de prevenção, nossa, será que um mundo pacífico é possível, com tanta gente lucrando com nosso medo, com nossa violência?

Luto por uma revolução cultural, onde a vida valha mais que qualquer quantidade de dinheiro, valha mais que todo o dinheiro que possamos imaginar, aliás o dinheiro é apenas imaginação, a vida deve valer mais para nós...

Quero PAZ, busco a PAZ, Levo a PAZ, cultura da PAZ


Nisso eu creio, por isso eu luto, com minha arte, com minha mente...


Cultura da PAZ